Assembleia deve constituir CPI para investigar delegado acusado de abuso de autoridade

A Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, que investiga abuso de autoridade praticada pelo delegado do município de Vargem Grande, Pedro Adão, estuda medidas enérgicas contra o policial por não ter atendido uma convocação da Comissão para prestar esclarecimentos sobre as denúncias que pesam contra ele.

Diante da ausência, o deputado Yglésio Moisés adiantou que não resta outra alternativa se não propor a abertura de uma CPI, tendo em vista que não foi um simples ato de negar a presença na Assembleia. “Ele negou aos representantes do povo o direito de entender o que acontece em Vargem Grande, o direito de entender por que tantos abusos de autoridades denunciados por vários cidadãos e cidadãs têm sido cometidos”.

Para o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto, foi um episódio muito desagradável. “O De delegado de Vargem Grande, em um ato de desrespeito com a Assembleia, com o povo do Maranhão não atendeu a convocação. Apresentou um documento que não justifica, às 18h de ontem. E nós lamentamos muito ao enfatizarmos o profundo respeito que temos pela Polícia Civil, lamentamos muito que um delegado de polícia cometa as arbitrariedades que esse delegado está cometendo e que desrespeite este Poder Legislativo não comparecendo a uma convocação. Nós daremos os desdobramentos necessários para fazer valer as prerrogativas constitucionais da Assembleia Legislativa e não vamos admitir que ninguém desrespeite esta Assembleia”.

O delegado foi convocado para prestar esclarecimentos nesta manhã de quarta-feira (9) e não compareceu. Segundo informou o deputado Yglésio Moisés, “o delegado regional Samuel Morita também foi convocado para que pudesse avisar o delegado Pedro Adão e que o e-mail com a convocatória foi respondido, portanto, ele sabia da convocação, da necessidade de estar aqui e, mesmo assim, não veio”.

Ao invés de atender a convocação, o delegado Pedro Adão apenas comunicou  nesta manhã sua negativa declinando do suposto “convite”, quando na realidade estava sendo convocado e obrigado a comparecer.

“Ninguém convidou o delegado. Nós convocamos para que ele viesse enquanto autoridade pública. O Presidente da Assembleia Legislativa fez questão de comparecer a esta reunião de maneira excepcional, porque a situação é excepcional. Nós não podemos aceitar que agentes públicos manchem o nome da Polícia Civil do Maranhão. Nós não podemos aceitar que agentes públicos façam o pior, intimidem o povo do Maranhão, como tem acontecido em Vargem Grande, ao invés de dar à população a sensação de segurança”, observou Yglésio.

Para o deputado, o que aconteceu foi uma negativa de vir, não foi uma simples falta. “Ele desrespeitou a Casa, que representa sete milhões de maranhenses. No horizonte que a gente busca, a sociedade precisa de segurança, de confiança nos seus agentes públicos. O que se espera da Polícia Civil é a proteção da ordem pública, é o enfrentamento ao crime juntamente com a Polícia Militar, ambos trabalhando em sinergia com este objetivo”, pontuou Yglésio.

O parlamentar alertou ainda que o delegado pode ter uma certeza, “ele vai vir a esta Casa, nem que tenha que ser conduzido coercitivamente, porque a Assembleia do Maranhão não vai permitir uma agressão ao povo da forma que foi. Nós jamais aceitaremos ficar calados”, enfatizou.

Do Blog do Jorge Vieira

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